A Biblioteca D. Luís Loureiro e a Biblioteca do Infante, em colaboração com a Porto Editora, vão promover a atividade de leitura “Duarte e Marta” cujos destinatários são os alunos do 6º ano do agrupamento (15 alunos participantes da Escola Básica Infante D. Henrique e 10 alunos da Escola Básica D. Luís Loureiro).
Trata-se de uma atividade de leitura de um dos títulos da coleção infanto-juvenil Duarte e Marta, recentemente publicada, da autoria dos jornalistas Maria Inês Almeida e Joaquim Vieira.
Calendarização da atividade:
26 de outubro: levantamento dos livros pelos alunos nas BE;
de 16 de outubro a 7 de novembro: leitura do livro;
7 de novembro: os alunos devolvem os livros lidos e respondem a um questionário (das 10:00h às 10:15h).
PRÉMIOS:
1 diploma por participante
Flyer de desconto nas lojas Bertrand
Prémios finais surpresa (T-shirt, canetas e livros) aos 3 alunos que responderem mais rapidamente e com mais respostas corretas ao questionário
.
É com tristeza que partilho com todos a notícia da morte do grande escritor Manuel António Pina. Na nossa biblioteca conhecemos sobretudo as suas obras para a infância e a juventude.
Fotografia de Lisa Soares
"O escritor que nasceu, em 1943, no Sabugal, na Beira Alta, vivia no
Porto desde os 17 anos numa casa com muitos gatos, que lhe davam
material de sobra para os poemas. Conta-se, e foi relatado no “JL -
Jornal de Letras, Artes e Ideias” em 2001, que durante a visita a uma
exposição de retratos de escritores portugueses na Feira do Livro de
Frankfurt, Helmut Kohl terá parado em frente da fotografia de Manuel
António Pina e de um gato e perguntado quem era o escritor.
Responderam-lhe que era “o do bigode”. E o chanceler terá dito: “Bigodes
têm os dois”. Além de integrar a representação oficial da literatura
portuguesa na Feira do Livro de Frankfurt, em 1997, o escritor esteve
também na comitiva do Salão do Livro de Paris, em 2000, e no Salão do
Livro de Genève, em 2001.
Durante a infância, foi-lhe difícil
fazer amigos. Andou de terra em terra por causa da profissão do pai que
era chefe das Finanças e também tinha o cargo de juiz das execuções
fiscais. A família nunca chegava a ficar mais de seis anos em cada
localidade. Foi o pai que o ensinou a ler e a escrever mesmo antes de ir
para a escola e treinava a ler os títulos do “1º de Janeiro”. Desde os
seis ou sete anos que escrevia poemas, que a sua mãe guardava, e embora
só tivesse publicado o primeiro livro de poemas em 1974, começou a
escrevê-lo em 1965.
Numa entrevista que deu ao “JL”, e 2001, contou
que num dia de grande trovoada a mãe o foi encontrar de joelhos a
escrever em cima de uma cadeira. Pensou que o filho estava a rezar mas
afinal, Pina estava a escrever “uns versinhos sobre a história do
milagre das rosas”. Era a sua maneira de combater o medo que tinha da
trovoada. “Hoje, já não me assustam as trovoadas, mas continuo a
escrever porque tenho medo. Se calhar, medo de ter medo, como dizia o
O’Neill”, acrescentou.Tinha mais de 50 livros publicados e muitos dos
seus livros nasceram da leitura de ensaios, disse na entrevista que deu
depois de receber o Prémio Camões 2011 ao PÚBLICO. As suas amigas
psicanalistas diziam-lhe que se não escrevesse, seria um bom cliente.
Por isso brincava dizendo que a escrita lhe dava para poupar muito
dinheiro.
Foi só depois do nascimento das suas filhas, a Sara em
1970 e a Ana em 1974, que começou a escrever literatura infantil. Em
1988 recebeu o Prémio do Centro Português para o Teatro para a Infância e
Juventude (CPTIJ) pelo conjunto da sua obra neste domínio. Em 1993,
recebeu o Prémio Nacional de Crónica, Press Club/ Clube de Jornalistas.
Em 2002, com a publicação de “Atropelamento e Fuga”, recebeu o Prémio da
Crítica, atribuído pela Secção Portuguesa da Associação Internacional
de Críticos Literários, ao conjunto da sua obra poética. Pelo livro de
poesia “Os Livros”, editado pela Assírio & Alvim em 2003, recebeu o
Prémio Luís Miguel Nava de Poesia e Grande Prémio de Poesia da
Associação Portuguesa de Escritores/ CTT. E em 2004, foi-lhe atribuído o
Prémio de Crónica da Casa da Imprensa, pelo seu conjunto de crónicas
publicadas em jornais e revistas.
[...]
Quando, em 2011, Manuel António Pina soube que lhe tinha sido atribuído o
Prémio Camões por toda a sua obra - que inclui poesia, crónica, ensaio,
literatura infantil e peças de teatro – afirmou: “É a coisa mais
inesperada que podia esperar”."
Por Isabel Coutinho, no Jornal Público de 19/10/2012, disponível em
http://www.publico.pt/Cultura/manuel-antonio-pina-1567976?all=1
Livros ao autor disponíveis na nossa Biblioteca:
Pequeno livro de Desmatemática
O Tesouro
História com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas
Os Piratas
Poesia Reunida
Manuel António Pina, a propósito de um dos seus livros:
Ao longo desta semana, com as turmas do 2.º e 3.º ciclos, promoveu-se o diálogo à volta da história das bibliotecas e do papel da biblioteca escolar na construção do Futuro dos alunos.
"Segundo os princípios estabelecidos pela International Association of School Librarianship - IASL, o "Mês Internacional da Biblioteca Escolar permitirá aos responsáveis pelas bibliotecas escolares, em todo o mundo, escolher um dia, em outubro, que melhor se adeque à sua situação de forma a celebrar a importância das bibliotecas escolares... ".
Para celebrar esta data, a IASL propôs, como habitualmente, um tema aglutinador: Bibliotecas escolares: uma chave para o passado, presente e futuro.
Uma chave para o passado, porque sem memória e transmissão do conhecimento seria impossível receber a herança e património de saberes, que hoje nos identifica a todos; uma chave para o presente, porque só através do domínio da informação e gestão do conhecimento, que configuram a nossa era, podemos dar continuidade a esse legado, enriquecê-lo e projetá-lo no tempo; uma chave para o futuro, porque este dependerá sempre da ação, expectativas e capacidade de gerir as mudanças com que o desejamos tecer.
As bibliotecas são uma das criações humanas que melhor cumprem este desígnio, de perpetuar, gerar e promover o conhecimento, no sentido de uma sociedade mais culta e instruída. A importância particular das bibliotecas no campo educativo faz delas uma das chaves maiores deste desígnio."
Retirado de http://www.rbe.min-edu.pt/np4/363.html
O Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares decidiu declarar o dia 22 de outubro, próxima segunda-feira, como o Dia da biblioteca escolar.
Na passada sexta-feira, dia 12, em Oliveira de Barreiros e em Passos de Silgueiros, falou-se da importância das bibliotecas e dos livros. Sem bibliotecas, como seria o mundo?
Lá fora a chuva caía, miudinha, mas ninguém deu conta. Hoje, na pequenina biblioteca da Escola EB 1 do Loureiro (a NOSSA biblioteca, disseram todos), o sol brilhava no rosto dos meninos e das meninas.
Na escola EB 1 das Lages, todos concordaram que a leitura torna as pessoas mais sábias. Venham os livros!
Festejamos ontem, no Jardim de Passos e no Jardim do Loureiro, a biblioteca escolar, a casa onde moram os livros. E os livros da Biblioteca D. Luís de Loureiro já começaram a viajar pelas escolas e jardins do agrupamento. Para que nenhum menino fique sem livros para ler...
Hoje, a fada palavrinha foi visitar os meninos e as meninas da escola do 1.º ciclo de Teivas e de Pindelo e os meninos do Jardim de infância de Teivas. Todos cantamos, antes de ouvir a história:
"Gosto de histórias e de as ouvir contar
Histórias de bruxas, de fadas e luar
Histórias para sonhar e sempre de encantar".
Depois, todos descobrimos que, quando alguém lê uma história, a magia acontece.