quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Grandes filmes de amor baseados em livros

O Carteiro de Pablo Neruda
Filme dirigido por Michael Radford sobre a amizade entre o poeta chileno Pablo Neruda e um humilde carteiro que deseja aprender a fazer poesia para conquistar a mulher por quem está apiaxonado. Baseado no livro com o mesmo nome de António Skármeta.


O Diário da Nossa Paixão


Filme do realizador Nick Cassavetes, baseado no romance do mesmo nome de Nicholas Sparks. Conta a história de amor entre dois jovens que se prolonga até à eternidade.





As pontes de Madison County


Filme dirigido por Clint Eastwood, apartir do livro com o mesmo nome de Robert James Waller. Conta a história de uma mulher casada que se envolve com um fotógrafo da revista National Geographic que vai a Madison fotografar as famosas pontes.







Dr. Jivago

Filme baseado no romance com o mesmo nome de Boris Pasternak. Conta a história de um homem dividido entre duas mulheres, tendo como pano de fundo a Revolução Russa de 1917.


Orgulho e Preconceito

Filme baseado no romance com o mesmo nome da escritora Jane Austen, publicado pela primeira vez em 1813.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Cartas de amor de homens célebres




"As cartas de amor começam sem saber o que se vai dizer, e terminam sem saber o que se disse".
Jean Jacques Rousseau (1712-1778)


As cartas de amor são ridículas


Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.


As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.


Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Fernando Pessoa


Cartas de amor de homens célebres

“Anjo, acabo de saber que há correio todos os dias. Tem calma, ama-me – hoje – ontem. Que saudades em lágrimas por ti. Tu, a minha vida, meu tudo, até breve. Oh, ama-me sempre, nunca duvides do meu coração fidelíssimo. Do teu amado."

(Ludwing Van Beethoven, 1770-1827, carta nunca enviada para a sua amada imortal)



“Oh, como gostaria de passar metade do dia ajoelhado aos teus pés, com a cabeça no teu regaço, sonhando belos sonhos, contando-te os meus pensamentos em langor, em enlevo, por vezes em silêncio, mas beijando o teu robe!... Ó minha bem amada Eva, luz dos meus dias, luz das minhas noites, minha esperança, minha adorada, minha inteiramente amada, minha única querida, quando te verei? (…) Um beijo, meu anjo da terra, um beijo saboreado lentamente, e boa noite! "

(Honoré de Balzac , 1799-1850, para a Condessa Ewelina Hanska, sua amante e mais tarde sua mulher)


“Minha querida Kitty: cheguei são e salvo, excepto pelo vazio do meu coração, que tu provocaste, como uma querida e encantadora desmazelada que és. (…) Estou sentado sozinho e solitário no meu quarto (dez da noite, depois do teatro) e daria um guinéu por uma carícia da tua mão.”

(Laurence Sterne, 1713-1786, para Catheriine Fourmantel, sua amante)



“Não vais acreditar na saudade que me possui. A razão principal é o meu amor e o facto de não me habituar a estarmos tão longe um do outro. (…) Os meus passos levam-me, verdade seja dita, ao teu quarto, mas não te encontrando aí, regresso de coração triste e desconsolado, qual amante rejeitado. Pensa tu o que tem sido a minha vida, quando só encontro o meu repouso na labuta, e o meu consolo no infortúnio e na angústia. Adeus.”

(De Plínio, o Novo, 61 D.C. – 112 D.C, para Calpurnia, sua mulher)



“Minha adorada noiva: (…) São sempre difíceis de acabar as minhas cartas – porque não ouso escrever os finais como os sinto. J'ai peur de vous effaroucher. E depois da sua proud reserve assusta-me um pouco. E assim só digo que te adoro, meu querido amor.”

(Eça de Queirós, 1845-1900, para Emília de Castro Pamplona, sua noiva e futura mulher)


“Meu querido Bebezinho: Não te admires de certo laconismo nas minhas cartas. As cartas são para as pessoas a quem não interessa mais falar: para essas escrevo de boa vontade. À minha mãe, por exemplo, nunca escrevi de boa vontade, exactamente porque gosto muito dela. Quero que sintas isto, que saibas que eu sinto e penso assim a este respeito, para não me achares seco, frio, indiferente. Eu não o sou, meu Bebezinho, minha almofadinha cor-de-rosa para pregar beijos (que grande disparate!) Mando um meiguinho chinês. E adeus até amanhã, meu anjo. Um quarteirão de milhares de beijos do teu, sempre teu. Fernando. "

(Fernando Pessoa, 1888-1935, para Ofélia Queiroz)


in DOYLE, Ursula - Cartas de Amor de Grandes Homens. Lisboa: Bertand Editora, 2009

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

7 dias para o AMOR

Imagem retirada de http://www.digitalphoto.pl/foto_galeria/2220_2006-0226.JPG

Do Amor

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. [...]. O Amor é paciente, é benigno; o Amor não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O Amor nunca falha."


Epístola da S. Paulo aos Coríntios, 13


"Então, Almitra disse: "Fala-nos do amor".
E ele ergueu a fronte e olhou para multidão, e um silêncio caiu sobre todos, e com uma voz forte, disse:
"Quando o amor vos chamar, segui-o
mesmo que os seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, entregai-vos a ele,
[...] E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento devasta o jardim."


In O Profeta, de Khalil Gibran


"Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?"

Luís Vaz de Camões

"É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos, muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.

É urgente o amor,
É urgente permanecer. "

Eugénio de Andrade

Semana do Amor


A BE/CRE celebrará de 8 a 12 de Fevereiro a SEMANA DO AMOR. Ao longo desta semana, realizaremos as seguintes actividades:

Começar bem o dia com Poesia! (ao longo da Semana, no livro de ponto, os Professores encontrarão um poema de amor que deverá ser lido ao primeiro tempo da manhã);
• Visualização do filme “O Carteiro de Pablo Neruda” (alunos do 3.º ciclo, conforme plano em anexo);
• Exposição no placar da BE/CRE - “O AMOR EM VÁRIOS IDIOMAS” (exposição de poemas de amor em Português, Francês, Inglês e Espanhol recolhidos em contexto lectivo e exposição de frases sobre o AMOR elaboradas pelos alunos, nas aulas de língua estrangeira …);
• Actividade: “No dia de S. Valentim, ofereça um poema de amor…”: todos os interessados podem escolher na BE/CRE poemas de amor de autores consagrados para oferecer a quem desejarem.
• No blog da BE/CRE (www.leituraseliteracias.blogspot.com), “Sete dias para o AMOR”: curiosidades, cartas de amor, grandes poetas do Amor, livros …


Porque, como escreveu Eugénio de Andrade, “É urgente o AMOR” !

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Rosa Lobato de Faria - Homenagem a uma grande escritora

Rosa Lobato de Faria morreu ontem, aos 77 anos. Morreu uma escritora querida dos nossos alunos, dos mais pequeninos aos mais graúdos. Autora para crianças de "ABC das flores e dos frutos", de "ABC das coisas mágicas em rima infantil", de "ABC dos bichos em rima infantil", de "A menina e o cisne", de "A erva milagrosa" , de "A voz do coração".

Escreveu os seguintes romances: "O Pranto de Lúcifer". Seguiram-se muitos outros, a um ritmo quase anual: "Os Pássaros de Seda" (1996), "Os Três Casamentos de Camilla S." (1997), "Romance de Cordélia" (1998), "O Prenúncio das Águas" (1999), "A Trança de Inês" (2001), "O Sétimo Véu" (2003), "Os Linhos da Avó" (2004), "A Flor do Sal" (2005), "A Alma Trocada" (2007) e "As Esquinas do Tempo"( 2008) .

Deixamos aqui uma das suas últimas entrevistas, aquando da publicação do seu último romance.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Concurso Nacional de Leitura - Vencedores da 1ª fase

Foram apurados os vencedores da 1ª fase do Concurso Nacional de Leitura. Estão de Parabéns as alunas:
  • Jéssica Rodrigues, do 7.º B;
  • Marta Martins, do 8.º B;
  • Ana Filipa Inácio, do 9.º B.

Boas leituras para todos!

As Botas do Sargento - TRIGO LIMPO teatro ACERT


No dia 18 de Dezembro de 2009, na nossa biblioteca, foi dia de festa! O grupo de teatro Trigo Limpo, ACERT, maravilhou todos os presentes com a encenação do conto de Vasco Graça Moura, inspirado na obra de Paula Rego. Os actores José Rosa, Raquel Costa e Sandra Santos encantaram todos dando vida às palavras escritas por Vasco Graça Moura.


O livro está disponível na biblioteca para leitura individual e/ou leitura orientada na sala de aula.

"Era uma vez uma menina que calçou umas botas mágicas para ir a um baile. Nos seus pés dançavam todas as danças, todos os passos... A certa altura a Catarina já não tinha nenhuma vontade de dançar... mas as botas do sargento não a deixavam parar."

Paula Figueiroa Rego nasceu em 1935 em Lisboa. Partiu em 1954 para frequentar a Slade School of Art em Londres. Casada com um inglês permaneceu em Inglaterra, onde fixou residência, desde 1976. As suas raízes trazem-na regularmente a Portugal onde exibe com frequência. Com um nome reconhecido em todo o mundo, é colocada entre os quatro melhores pintores vivos em Inglaterra.

Pode encontrar mais informação sobre Paula Rego aqui .