terça-feira, 17 de junho de 2008
Candidatura de Mérito 2008
Boas Leituras III
O rapaz olhou para o relógio: seis e meia, horas de se levantar. Lá fora começara a clarear. Pressentiu que este seria um dia desastroso, um daqueles dias em que mais valia ficar na cama porque tudo corria mal.”
In " A Cidade dos Deuses Selvagens", de Isabel Allende, publicado pela Difel
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Boas Leituras II
“Gostava tanto de ter um irmãozinho, ou um cão” pensou. “ Se tivesse, brincava com eles e nunca mais teria aquela ideia terrível, nunca mais.”
Mas, mal acabou de dizer “nunca mais”, a tal ideia terrível começou a falar. “
in“ O Cavaleiro Lua Cheia”, de Susanna Tamaro, publicado pela Editorial Presença
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Boas Leituras I
(Imagem disponível em http://img510.imageshack.us/img510/2417/ilust4qz5.jpg)
"Não me lembro de como tudo começou. Só sei que passeava ao luar e sobre a neve havia uma fina camada de gelo. Era contudo estranho para um começo, já que as crianças não costumam passear à noite sozinhas na floresta. Via a lua, lá no alto, redonda como um balão, como se estivesse suspensa sobre os abetos. Mas, nessa noite, passaram-se coisas ainda mais estranhas.
Ao passar pela lagoa, onde, com o meu pai, costumava estender-me no chão para observar os girinos, apareceu de repente à minha frente um duende. Não teria estranhado se ele tivesse surgido furtivamente do arvoredo ou de outro lado qualquer, mas não foi assim que aconteceu. Sentado na neve, tentava lembrar-me de qualquer coisa que se me esvaíra do pensamento. Inesperadamente, como que surgindo algures fora da floresta, apareceu diante de mim um duende. À excepção do barrete vermelho que os duendes costumam usar, estava todo vestido de verde. Embora adulto, era muito mais baixo que eu.
Quando já o podia ver tão nitidamente como as árvores à minha volta ouço-o proferir as primeiras palavras:
- Com que então?”
in“ O Palácio do Príncipe Sapo”, de Jostein Gaarder, publicado pela Editorial Presença
terça-feira, 6 de maio de 2008
"Festejar a Mãe"

"Maternidade", de Almada Negreiros
Fantasia
Oh mãe, conta-me histórias de encantar
Daquelas em que há príncipes e fadas,
Dragões que guardam torres encantadas,
E que contavas para me embalar.
Conta-me histórias, mãe! Lendas infindas
De castelos erguidos nas colinas,
Onde habitavam fadas e meninas,
Brancas e loiras, sempre muito lindas.
Mãe, conta-me histórias de encantar,
Dos anjos que no azul do céu voavam,
Dos lagos onde cisnes passeavam,
E que eu revia à luz do teu olhar.
Conta-me histórias como em pequenino
Me contavas e tudo me sorria.
Histórias lindas que eu atento ouvia...
Oh que saudades, mãe, de ser menino.
Emanuel Félix ( 1936-2004)
Mãe 2
Tigelinhas brancas
compotas macias
Minha mãe quantas
tigelinhas enchias
Tigelinhas brancas
para todos os dias
Minha mãe quantas
tigelinhas vazias
Tigelinhas brancas
doces como querias
Minha mãe quantas
saudades eu tenho
João Apolinário (1924-1988)
(Poemas retirados de "A Mãe na Poesia Portuguesa", uma antologia de Albano Martins, publicada pelo Público)
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

terça-feira, 22 de abril de 2008
Dia Mundial da Terra
Celebra-se hoje o Dia Mundial da Terra. A 22 de Abril de 1970, o Senador norte-americano Gaylord Nelson, preocupado com o ambiente, realizou o primeiro protesto nacional contra a poluição. Em 1990, vários países adoptaram a data como Dia Mundial da Terra. Em 2002, a Organização das Nações Unidas aprovou a Carta da Terra, uma espécie de Declaração de Direitos da Terra. Pode ler-se no preâmbulo desta carta:
“Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça económica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos a nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações”.
Para que a vida na Terra possa continuar, devemos, entre outros, respeitar os seguinte princípios:
Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.
Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.
Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.
Garantir as dádivas e a beleza da Terra para as actuais e as futuras gerações.
Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial preocupação pela diversidade biológica e pelos processos naturais que sustentam a vida.
Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.
Como se pode ler na Carta: “A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida.”
Pode ler-se a Carta da Terra, na íntegra, em português, em
http://www.chartedelaterre.org/files/charter/charter_po.pdf
Sugestão de Leitura
E porque todos nós podemos, no nosso dia-a-dia, cuidar da Terra, aqui vai uma sugestão de leitura:
(imagem retirada de www.webboom.pt)
50 Coisas Simples que as crianças podem fazer para salvar a Terra, da responsabilidade do “The Earthworks group”, publicado pelo Instituto Piaget e disponível na SUA biblioteca.
